Nesta postagem colocarei minha experiência em Bom Conselho. Fui em 2021
convidada pela sobrinha neta do Monsenhor Alfredo Pinto Dâmaso, segue abaixo
resumo da sua história. Agradeço ao Ernade por ter diponibilizado no
site: https://www.portalescritores.com.br
demais
informações da Wikipedia.
BIOGRAFIA DO PADRE E MONSENHOR ALFREDO PINTO DÂMASO
Ernande Bezerra 09 de Fevereiro de
2022 • Atualizado
Alfredo Pinto Dâmaso, nasceu no dia 25 de janeiro
de 1881, na zona rural do distrito de Boca da Mata. Num lugar denominado de
Engenho Cariri (São Francisco). Na época, o distrito de Boca da Mata pertencia
ao município de São Miguel dos Campos.
Filho do Coronel Joventino Pinto Dâmaso e de dona Josefina Amélia Albuquerque
Dâmaso. O pai era dono do Engenho Cariri. Ele também foi vereador no tempo da
intendência. A mãe era filha de uma tradicional família Alagoana.
Na adolescência foi estudar no Seminário de Olinda, estado de Pernambuco, onde
foi ordenado como padre, no dia 19 de novembro de 1905.
Em 1918, ele é designado para a cidade de Bom Conselho, onde foi recebido com
festa pelos fiéis daquela comunidade.
Anos depois, o padre foi transferido para à cidade de Águas Belas, com a
finalidade de resolver os problemas existentes entre os índios e os políticos
daquela cidade. Por sinal, o padre Alfredo Pinto Dâmaso foi a peça principal no
processo de mobilizações índígenas, contribuindo para o reconhecimento étnico e
assistência aos índios Carijó/Fulni-ô dessa região.
Após resolver o problema em Águas Belas, ele volta para a cidade de Bom
Conselho, para cumprir a sua missão religiosa e durante este período, ele se
candidata a prefeito da cidade, contra o seu maior inimigo, o Coronel José
Abílio. Onde foram impugnadas duas secções e foram contratos dois juízes pelo
Tribunal Regional Eleitoral – TRE, que deram a vitória ao Coronel.
Durante a sua trajetória como sacerdote, o padre Alfredo Pinto Dâmaso realizou
diversas obras em prol da comunidade de Bom Conselho. Como por exemplo: A
construção da Ermida de Santa Terezinha; a Casa de Repouso ou de Retiro, no
alto da serra; a Casa Paroquial, um sobrado, chamado por ele de Quixó; a Pré –
Maternidade Mãe Santaneja e o Abrigo São Vicente de Paula.
O sonho de Alfredo Pinto Dâmaso era de construir um hospital para suprir as
necessidades das pessoas mais carentes. E com ajuda dos fiéis e de pessoas
abastadas da cidade, ele consegue um terreno e começa a construção do hospital.
Mas divido a sua idade avançado, o padre ficou enfermo e veio a falecer, no dia
29 de julho de 1964, na cidade do Recife.
Em sua homenagem foi edificada uma escola na cidade de Bom Conselho, batizada
com o seu nome, intitulada de Escola Monsenhor Alfredo Pinto Dâmaso. Além da
escola, também existe um memorial alusivo com seu nome.
Segundo seus familiares, o padre Alfredo Pinto Dâmaso, nunca negou a sua
entidade, ele sempre dizia que era alagoano, da cidade de São Miguel dos
Campos.
(Biografia Escrita Por Ernande Bezerra de Moura)
História de Bom Conselho, resumida publicada pela Prefeitura no
site: https://www.bomconselho.pe.gov.br/historiadomunicipio
História
Primeiros
povos e invasão holandesa
(1630-1654)
As terras onde atualmente localizam-se o
município de Bom Conselho, foram inicialmente habitadas pelas tribos Xucuru e Fulni-ô. Em 1630, no período da invasão holandesa, organizou-se na localidade
um quilombo, conhecido como Quilombo de Pedro
Papa-Caça que atualmente corresponde-se como Quilombo de Angico. O nome se
referia à estratégia utilizada pelos habitantes de esconderem-se nas matas,
cultivando mais a caça do que a agricultura.
Sabe-se que durante vários meses, o Capitão
holandês Johannes Blaer van Rijnbach ou João Blaer (em português) permaneceu
nas terras onde atualmente correspondem a região do Bulandi, em Bom Conselho,
com o objetivo de descrever e destruir o Quilombo dos Palmares, juntamente com Bartolomeu
Lintz e sob ordem do Governo de Johan Maurits van Nassau-Siegen ou Maurício de Nassau,
como era conhecido. Era a “Guerra do Mato”, já em 1645.
Em 1645, a comunidade foi desmantelada pela
expedição militar chefiada por Johannes Blaer van Rijnbach, que estabeleceu ali
uma colônia holandesa. Com o triunfo da Insurreição Pernambucana, que levou às duas batalhas do Guararapes, a primeira em 19 de abril
de 1648 e a segunda em 19 de fevereiro de 1649, respectivamente, terminou o
domínio holandês sobre o Nordeste brasileiro,
culminando na partida dos últimos navios holandeses em 1654. No entanto, é de
conhecimento público que boa parte dos colonizadores oriundos dos Países Baixos
decidiram permanecer no Brasil, como o caso da família
Holanda, ainda existente no município.
Final
do século XVII até atualmente
Durante o final do século XVII e início do
século XVIII, espalharam-se rumores que Johannes Blaer van Rijnbach teria
enterrado um tesouro nesta região, e em meados de 1680, um grupo de holandeses
sob a liderança de René Belosch, que tinha posse de um suposto mapa que
revelava a localização deste tesouro, vieram para Bom Conselho, onde por sua
vez começaram a cavar e construir abrigos no topo de uma serra. Após alguns
anos morando em cavernas, esse grupo, tendo sido perseguido por portugueses e
luso-brasileiros, fugiram para Alagoas e de lá seguiram rumo desconhecido,
abandonando sua busca. As terras do atual município se tornaram uma uma
sesmaria concedida a Jerónimo de Burgos de Sousa e Eça e, em 23 de julho de
1712, foi vendida para o português de origem judia e convertido ao cristianismo
Manuel da Cruz Vilela, que deu início à organização da fazenda Papa-Caça.[9] É também especulado que a família Vilela
teria vindo para a localidade a fim de procurar ao suposto tesouro de van
Rijnbach, e que por muitos anos e gerações se dedicou a esta tarefa, no entanto
sem obter sucesso.
Após o falecimento de Manuel da Cruz Vilela,
seu filho Antônio Anselmo da Costa Vilela assumiu as fazendas e associando-se a
Joaquim Antônio da Costa, deu início ao povoamento de Bom Conselho. Com o
crescimento da população, em 1887, transformou-se em freguesia.
A partir de 1860 passou a denominar-se Bom
Conselho em razão da construção do monumental Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, o primeiro
educandário de grande porte para a educação feminina no Nordeste e por sugestão
de Frei Caetano de Messina, capuchinho italiano, natural de Messina e
fundador da cidade. É célebre sua frase: "Educando-se uma menina, educa-se
uma mãe; educando-se uma mãe, transforma-se uma sociedade".
Em 3 de agosto de 1892, Bom Conselho tornou-se
município autônomo, através da Lei provincial nº 52. Seu primeiro governo
municipal foi empossado em 28 de dezembro do mesmo ano, data em que ocorre
anualmente a festa de emancipação de Bom Conselho.
Geografia
Localiza-se a uma latitude 09º10'11" sul e a uma longitude 36º40'47" oeste, estando a uma altitude de 654 metros. Sua
população estimada em 2009 era de 45.250 habitantes. Possui
uma área de 786,2 km². O município está incluído na área geográfica de
abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[10] Esta delimitação tem como critérios
o índice pluviométrico, o índice de aridez e o
risco de seca.
O município está inserido em sua maior parte
no Planalto da Borborema, com relevo suave e
ondulado. Ao sul, parte da área insere-se na Depressão Sertaneja. A vegetação nativa é
composta por caatinga hiperxerófila com trechos de Floresta Caducifólia.
Bom Conselho encontra-se nos domínios do Grupo
de Bacias de Pequenos Rios Interiores e tem como ´principais tributários são os
rios Paraíba, Bálsamo, Salgado e Traipu, e os riachos do Umbuzeiro, do Barro,
do Trigo, do Caboclo, Seco, dos Mares, dos Campos e o Córrego Lambari. Todos
estes cursos d'água são intermitentes.
O microclima do município possui três regiões
distintas: o sertão, o agreste e a mata. O sertão ocorre próximo
aos municípios de Saloá, Iati (PE), Minador do Negrão e Palmeira dos Índios (AL) e aí desenvolve-se
a agricultura de sequeiro. O clima característico
do agreste é observado próximo aos municípios de Terezinha e Saloá. As principais atividades
econômicas neste microclima são a pecuária, o extrativismo e a cultura de café, algodão, milho, feijão e leguminosas nativas. Na fronteira com Lagoa do Ouro (em Pernambuco) e Palmeira dos
Índios e Quebrangulo (Alagoas), observa-se clima
próprio da zona da mata possui nascentes e
remanescentes da mata atlântica.
Distritos:
O município é formado por 7 distritos, exceto a sede, são eles:
- Barra do Brejo
- Cachoeira do Pinto
- Caldeirões dos Guedes
- Igreja Nova
- Lagoa de São José
- Logradouro dos Leões
- Rainha Isabel
Potencialidades
de Turismo e Visitação:
- Corredeira "Poço da
Nêga"
- Departamento de Cultura,
Turismo e Desportos (antiga Cadeia pública);
- Açude da Nação;
- Cavalgada de Nossa Senhora
do Bom Conselho - Inicio do ano;
- Feira livre - sextas e
sábados;
- Exposição de Animais e
Torneio Leiteiro (EXPOBOM);
- Forrobom - 06 a 30 de
junho;
- Carnaval de Zé Puluca;
- Caverna dos Holandeses;
- Cachoeira do Pinto;
- Cachoeira de Antônio
Vitório, (Rainha Isabel)
- Igreja do Colégio de Nossa
Senhora do Bom Conselho;
- Furna de Maria Dantas;
- Mirante de Santa Terezinha.
- Pedal Bom - Trilha Club
Cidadãos
célebres:
- Pedro de Lara - ex-personalidade de
rádio e televisão no Brasil.
- Pedro Ferreira dos Santos, mais conhecido como Pedro de Lara (Bom Conselho, 25 de fevereiro de 1925 — Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2007[1]), foi um ator e comediante brasileiro. Dentre suas múltiplas
atividades, atingiu status de celebridade como "jurado
carrasco" de programas de calouros.
Biografia
No final da década de 1960 Pedro de Lara foi um dos
jurados da Buzina do Chacrinha na Rede Tupi, paralelamente à sua atuação na Rádio Tupi do Rio de Janeiro num quadro em
que interpretava sonhos.[2] Na segunda metade dos anos 70 Pedro passou a fazer parte do júri
do Show de Calouros ,
onde tinha uma "rivalidade amigável" com Sérgio Mallandro,
que lhe pregava várias peças, as quais lhe deixavam "fulo da vida" e
o fazia persegui-lo, no Programa Silvio Santos.[3] De 1980 em diante, Pedro
participou do programa do palhaço Bozo,
um grande sucesso da TVS e
do SBT durante
a década de 1980.
Pedro foi o inventor de Salci Fufu, parceiro
de Papai Papudo (Gibe)
e Vovó Mafalda (Valentino Guzzo).
Como ator, Lara também participou de diversas produções do gênero pornochanchada, durante os anos 1970 e inícios de
1980. Entre esses filmes, destacam-se Emoções Sexuais de um Cavalo (1986), A Máfia Sexual (1986), Bonitas e
Gostosas (1979), As Taradas Atacam (1978) e As
1001 Posições do Amor (1978).
Em 1984, Lara escreveu, produziu e estrelou o filme infantil Padre
Pedro e a Revolta das Crianças.
Pedro de Lara também foi astrólogo nas revistas Amiga e Sétimo Céu e
radialista na Rádio Atual,
além de empresário de sua esposa Mag de Lara, escritor, ator e cantor. Em suas
próprias palavras: "No meu disco o pau come, é nordestino da bexiga
porreta!".
- Marechal Dantas Barreto - ex-militar e
político brasileiro, governador da capitania de Pernambuco,
durante 19 de dezembro de 1911 a 18 de dezembro de 1915;
- José Duarte Tenório (Zé
Puluca) Fica
Considerado Patrimonio Cultural Imaterial Do Municipio De Bom Conselho As
Musicas Do Bonconselhense Jose Duarte Tenorio (Maestro Ze Puluca)
- ;
- Sebastião Pereira de Moraes
(Basto Peroba)renomado sanfoneiro da cidade de Bom Conselho
- Tomaz Aquino Leão (Mestre
Galo Preto) - cantor de origem quilombola.
- Tomás
Aquino Leão, mais conhecido como Mestre Galo Preto, cantor de coco nascido
no quilombo Rainha Isabel, em Pernambuco, lança seu primeiro álbum no
palco do Itaú Cultural. No dia 17 de dezembro, às 20h, ele apresenta as
canções de Histórias que Andei, num espetáculo que conta com
interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
- Padre Alfredo Pinto Dâmaso
(incluido, por mim com pesquisa da família)
A
sua história de vida sacerdotal, por si só, já faz jus à sua trajetória
religiosa, com destaque especial na Igreja Católica pernambucana, nas paróquias
por onde trabalhou e pelas obras materiais e sociais que construiu. Em Alagoas,
seu Estado de origem, a sua atuação pastoral também tem sido lembrada, com
destaque para os meios de comunicação, principalmente pelo antigo Jornal de
Alagoas e Gazeta de Alagoas.
- Alfredo Pinto Dâmaso nasceu no município de São
Miguel dos Campos, em 25 janeiro de 1881. Estudante e seminarista em
Olinda, Pernambuco, foi ordenado padre no dia 19 de novembro de 1905,
quando recebeu o título com o qual foi imortalizado por sua opção religiosa
e, consequentemente, por sua excepcional ação pastoral nos mais diversos
segmentos sociais e regiões do Nordeste brasileiro. Com uma história de
vida belíssima dedicada aos pobres, faleceu em 29 de junho de 1964.








Nenhum comentário:
Postar um comentário