terça-feira, 2 de julho de 2024

Bom Conselho

Nesta postagem colocarei minha experiência em Bom Conselho. Fui em 2021 convidada pela sobrinha neta do Monsenhor Alfredo Pinto Dâmaso, segue abaixo resumo da sua história. Agradeço ao Ernade por ter diponibilizado no site: https://www.portalescritores.com.br

demais informações da Wikipedia.

BIOGRAFIA DO PADRE E MONSENHOR ALFREDO PINTO DÂMASO

 

Ernande Bezerra 09 de Fevereiro de 2022 • Atualizado

Alfredo Pinto Dâmaso, nasceu no dia 25 de janeiro de 1881, na zona rural do distrito de Boca da Mata. Num lugar denominado de Engenho Cariri (São Francisco). Na época, o distrito de Boca da Mata pertencia ao município de São Miguel dos Campos.
Filho do Coronel Joventino Pinto Dâmaso e de dona Josefina Amélia Albuquerque Dâmaso. O pai era dono do Engenho Cariri. Ele também foi vereador no tempo da intendência. A mãe era filha de uma tradicional família Alagoana.
Na adolescência foi estudar no Seminário de Olinda, estado de Pernambuco, onde foi ordenado como padre, no dia 19 de novembro de 1905.
Em 1918, ele é designado para a cidade de Bom Conselho, onde foi recebido com festa pelos fiéis daquela comunidade.
Anos depois, o padre foi transferido para à cidade de Águas Belas, com a finalidade de resolver os problemas existentes entre os índios e os políticos daquela cidade. Por sinal, o padre Alfredo Pinto Dâmaso foi a peça principal no processo de mobilizações índígenas, contribuindo para o reconhecimento étnico e assistência aos índios Carijó/Fulni-ô dessa região.
Após resolver o problema em Águas Belas, ele volta para a cidade de Bom Conselho, para cumprir a sua missão religiosa e durante este período, ele se candidata a prefeito da cidade, contra o seu maior inimigo, o Coronel José Abílio. Onde foram impugnadas duas secções e foram contratos dois juízes pelo Tribunal Regional Eleitoral – TRE, que deram a vitória ao Coronel.
Durante a sua trajetória como sacerdote, o padre Alfredo Pinto Dâmaso realizou diversas obras em prol da comunidade de Bom Conselho. Como por exemplo: A construção da Ermida de Santa Terezinha; a Casa de Repouso ou de Retiro, no alto da serra; a Casa Paroquial, um sobrado, chamado por ele de Quixó; a Pré – Maternidade Mãe Santaneja e o Abrigo São Vicente de Paula.
O sonho de Alfredo Pinto Dâmaso era de construir um hospital para suprir as necessidades das pessoas mais carentes. E com ajuda dos fiéis e de pessoas abastadas da cidade, ele consegue um terreno e começa a construção do hospital. Mas divido a sua idade avançado, o padre ficou enfermo e veio a falecer, no dia 29 de julho de 1964, na cidade do Recife.
Em sua homenagem foi edificada uma escola na cidade de Bom Conselho, batizada com o seu nome, intitulada de Escola Monsenhor Alfredo Pinto Dâmaso. Além da escola, também existe um memorial alusivo com seu nome.
Segundo seus familiares, o padre Alfredo Pinto Dâmaso, nunca negou a sua entidade, ele sempre dizia que era alagoano, da cidade de São Miguel dos Campos.

(Biografia Escrita Por Ernande Bezerra de Moura)

 

História de Bom Conselho, resumida publicada pela Prefeitura no site: https://www.bomconselho.pe.gov.br/historiadomunicipio

 



História

 

Primeiros povos e invasão holandesa

(1630-1654)

As terras onde atualmente localizam-se o município de Bom Conselho, foram inicialmente habitadas pelas tribos Xucuru e Fulni-ô. Em 1630, no período da invasão holandesa, organizou-se na localidade um quilombo, conhecido como Quilombo de Pedro Papa-Caça que atualmente corresponde-se como Quilombo de Angico. O nome se referia à estratégia utilizada pelos habitantes de esconderem-se nas matas, cultivando mais a caça do que a agricultura.

Sabe-se que durante vários meses, o Capitão holandês Johannes Blaer van Rijnbach ou João Blaer (em português) permaneceu nas terras onde atualmente correspondem a região do Bulandi, em Bom Conselho, com o objetivo de descrever e destruir o Quilombo dos Palmares, juntamente com Bartolomeu Lintz e sob ordem do Governo de Johan Maurits van Nassau-Siegen ou Maurício de Nassau, como era conhecido. Era a “Guerra do Mato”, já em 1645.

Em 1645, a comunidade foi desmantelada pela expedição militar chefiada por Johannes Blaer van Rijnbach, que estabeleceu ali uma colônia holandesa. Com o triunfo da Insurreição Pernambucana, que levou às duas batalhas do Guararapes, a primeira em 19 de abril de 1648 e a segunda em 19 de fevereiro de 1649, respectivamente, terminou o domínio holandês sobre o Nordeste brasileiro, culminando na partida dos últimos navios holandeses em 1654. No entanto, é de conhecimento público que boa parte dos colonizadores oriundos dos Países Baixos decidiram permanecer no Brasil, como o caso da família Holanda, ainda existente no município.

 

Final do século XVII até atualmente

Durante o final do século XVII e início do século XVIII, espalharam-se rumores que Johannes Blaer van Rijnbach teria enterrado um tesouro nesta região, e em meados de 1680, um grupo de holandeses sob a liderança de René Belosch, que tinha posse de um suposto mapa que revelava a localização deste tesouro, vieram para Bom Conselho, onde por sua vez começaram a cavar e construir abrigos no topo de uma serra. Após alguns anos morando em cavernas, esse grupo, tendo sido perseguido por portugueses e luso-brasileiros, fugiram para Alagoas e de lá seguiram rumo desconhecido, abandonando sua busca. As terras do atual município se tornaram uma uma sesmaria concedida a Jerónimo de Burgos de Sousa e Eça e, em 23 de julho de 1712, foi vendida para o português de origem judia e convertido ao cristianismo Manuel da Cruz Vilela, que deu início à organização da fazenda Papa-Caça.[9] É também especulado que a família Vilela teria vindo para a localidade a fim de procurar ao suposto tesouro de van Rijnbach, e que por muitos anos e gerações se dedicou a esta tarefa, no entanto sem obter sucesso.

Após o falecimento de Manuel da Cruz Vilela, seu filho Antônio Anselmo da Costa Vilela assumiu as fazendas e associando-se a Joaquim Antônio da Costa, deu início ao povoamento de Bom Conselho. Com o crescimento da população, em 1887, transformou-se em freguesia.

A partir de 1860 passou a denominar-se Bom Conselho em razão da construção do monumental Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, o primeiro educandário de grande porte para a educação feminina no Nordeste e por sugestão de Frei Caetano de Messina, capuchinho italiano, natural de Messina e fundador da cidade. É célebre sua frase: "Educando-se uma menina, educa-se uma mãe; educando-se uma mãe, transforma-se uma sociedade".

Em 3 de agosto de 1892, Bom Conselho tornou-se município autônomo, através da Lei provincial nº 52. Seu primeiro governo municipal foi empossado em 28 de dezembro do mesmo ano, data em que ocorre anualmente a festa de emancipação de Bom Conselho.

 

Geografia

Localiza-se a uma latitude 09º10'11" sul e a uma longitude 36º40'47" oeste, estando a uma altitude de 654 metros. Sua população estimada em 2009 era de 45.250 habitantes. Possui uma área de 786,2 km². O município está incluído na área geográfica de abrangência do semiárido brasileiro, definida pelo Ministério da Integração Nacional em 2005.[10] Esta delimitação tem como critérios o índice pluviométrico, o índice de aridez e o risco de seca.

O município está inserido em sua maior parte no Planalto da Borborema, com relevo suave e ondulado. Ao sul, parte da área insere-se na Depressão Sertaneja. A vegetação nativa é composta por caatinga hiperxerófila com trechos de Floresta Caducifólia.

Bom Conselho encontra-se nos domínios do Grupo de Bacias de Pequenos Rios Interiores e tem como ´principais tributários são os rios Paraíba, Bálsamo, Salgado e Traipu, e os riachos do Umbuzeiro, do Barro, do Trigo, do Caboclo, Seco, dos Mares, dos Campos e o Córrego Lambari. Todos estes cursos d'água são intermitentes.

O microclima do município possui três regiões distintas: o sertão, o agreste e a mata. O sertão ocorre próximo aos municípios de SaloáIati (PE), Minador do Negrão e Palmeira dos Índios (AL) e aí desenvolve-se a agricultura de sequeiro. O clima característico do agreste é observado próximo aos municípios de Terezinha e Saloá. As principais atividades econômicas neste microclima são a pecuária, o extrativismo e a cultura de caféalgodãomilhofeijão e leguminosas nativas. Na fronteira com Lagoa do Ouro (em Pernambuco) e Palmeira dos Índios e Quebrangulo (Alagoas), observa-se clima próprio da zona da mata possui nascentes e remanescentes da mata atlântica.

 

Distritos: 

 

município é formado por 7 distritos, exceto a sede, são eles:

  • Barra do Brejo
  • Cachoeira do Pinto
  • Caldeirões dos Guedes
  • Igreja Nova
  • Lagoa de São José
  • Logradouro dos Leões
  • Rainha Isabel

 

Potencialidades de Turismo e Visitação:

 

  • Corredeira "Poço da Nêga"
  • Departamento de Cultura, Turismo e Desportos (antiga Cadeia pública);
  • Açude da Nação;
  • Cavalgada de Nossa Senhora do Bom Conselho - Inicio do ano;
  • Feira livre - sextas e sábados;
  • Exposição de Animais e Torneio Leiteiro (EXPOBOM);
  • Forrobom - 06 a 30 de junho;
  • Carnaval de Zé Puluca;
  • Caverna dos Holandeses;
  • Cachoeira do Pinto;
  • Cachoeira de Antônio Vitório, (Rainha Isabel)
  • Igreja do Colégio de Nossa Senhora do Bom Conselho;
  • Furna de Maria Dantas;
  • Mirante de Santa Terezinha.
  • Pedal Bom - Trilha Club

 

Cidadãos célebres:

  • Pedro de Lara - ex-personalidade de rádio e televisão no Brasil.

     


Biografia

No final da década de 1960 Pedro de Lara foi um dos jurados da Buzina do Chacrinha na Rede Tupi, paralelamente à sua atuação na Rádio Tupi do Rio de Janeiro num quadro em que interpretava sonhos.[2] Na segunda metade dos anos 70 Pedro passou a fazer parte do júri do Show de Calouros , onde tinha uma "rivalidade amigável" com Sérgio Mallandro, que lhe pregava várias peças, as quais lhe deixavam "fulo da vida" e o fazia persegui-lo, no Programa Silvio Santos.[3] De 1980 em diante, Pedro participou do programa do palhaço Bozo, um grande sucesso da TVS e do SBT durante a década de 1980. Pedro foi o inventor de Salci Fufu, parceiro de Papai Papudo (Gibe) e Vovó Mafalda (Valentino Guzzo).

Como ator, Lara também participou de diversas produções do gênero pornochanchada, durante os anos 1970 e inícios de 1980. Entre esses filmes, destacam-se Emoções Sexuais de um Cavalo (1986), A Máfia Sexual (1986), Bonitas e Gostosas (1979), As Taradas Atacam (1978) e As 1001 Posições do Amor (1978).

Em 1984, Lara escreveu, produziu e estrelou o filme infantil Padre Pedro e a Revolta das Crianças.

Pedro de Lara também foi astrólogo nas revistas Amiga e Sétimo Céu e radialista na Rádio Atual, além de empresário de sua esposa Mag de Lara, escritor, ator e cantor. Em suas próprias palavras: "No meu disco o pau come, é nordestino da bexiga porreta!".



  • José Duarte Tenório (Zé Puluca) Fica Considerado Patrimonio Cultural Imaterial Do Municipio De Bom Conselho As Musicas Do Bonconselhense Jose Duarte Tenorio (Maestro Ze Puluca)
  •  ;


 

  • Sebastião Pereira de Moraes (Basto Peroba)renomado sanfoneiro da cidade de Bom Conselho 


 

  • Tomaz Aquino Leão (Mestre Galo Preto) - cantor de origem quilombola.


 

  • Tomás Aquino Leão, mais conhecido como Mestre Galo Preto, cantor de coco nascido no quilombo Rainha Isabel, em Pernambuco, lança seu primeiro álbum no palco do Itaú Cultural. No dia 17 de dezembro, às 20h, ele apresenta as canções de Histórias que Andei, num espetáculo que conta com interpretação na Língua Brasileira de Sinais (Libras).
  • Padre Alfredo Pinto Dâmaso (incluido, por mim com pesquisa da família) 

Arquivo de Nadja Nara Dâmaso, sobrinha neta do Monsenhor.

A sua história de vida sacerdotal, por si só, já faz jus à sua trajetória religiosa, com destaque especial na Igreja Católica pernambucana, nas paróquias por onde trabalhou e pelas obras materiais e sociais que construiu. Em Alagoas, seu Estado de origem, a sua atuação pastoral também tem sido lembrada, com destaque para os meios de comunicação, principalmente pelo antigo Jornal de Alagoas e Gazeta de Alagoas.

  •   Alfredo Pinto Dâmaso nasceu no município de São Miguel dos Campos, em 25 janeiro de 1881. Estudante e seminarista em Olinda, Pernambuco, foi ordenado padre no dia 19 de novembro de 1905, quando recebeu o título com o qual foi imortalizado por sua opção religiosa e, consequentemente, por sua excepcional ação pastoral nos mais diversos segmentos sociais e regiões do Nordeste brasileiro. Com uma história de vida belíssima dedicada aos pobres, faleceu em 29 de junho de 1964.

 

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