quarta-feira, 26 de junho de 2024

Cemitérios - Mata Grande

Em 2015 visitei o cemitério da Mata Grande, me senti perdida, nunca imaginei que seria tão desorganizado, sem as ruas, túmulos desordenados, fiquei perdida e nem fotografei direito. Segue o que consegui esperando voltar e fotografar melhor. Importante, não é o primeiro cemitério da cidade. O primeiro foi construído quando da  doação feita pelo Sr. Francisco Gonçalves Teixeira e Maria Luiza sua esposa, doam 1/4 de légua ao quadrado para a construção de uma capela em um cemitério. Posteriormente foi mudado para o centro da vila e por fim onde se encontra hoje, abandonado tanto pela prefeitura como pelos responsáveis pelos túmulos da família. Alguns acredito que vieram dos antigos não tem mais nome de quem está lá, resumindo completo descaso. Abaixo uma reportágem feita pelo correio da Notícia um ano depos da minha ida.

Segue reportagem feita pelo Correio Notícia em 12/07/2016 19:33  por  Diego Barros



Segundo um morador da cidade, que preferiu não ser identificado e enviou um relato da situação ao Correio Notícia, quando perdem um parente, as famílias mais pobres estão reabrindo as covas e enterrando as pessoas falecidas sobre os corpos que ainda não chegaram ao estágio de “ossificação”.

“Toda vez que alguém morre, começa outra ‘via crucie’, ou seja, já não basta a dor da perda da pessoa querida, agora começa a dor de cabeça para encontrar onde a coloque. A solução, para as famílias que têm condições financeiras e que já possuem túmulos construídos, é de aumentar o número de ‘andares’, ou ‘gavetas’, dos túmulos. Se nada for feito, Mata Grande será a primeira cidade do interior de Alagoas, talvez do Brasil, que terá ‘edifícios sepulcrais’”, descreveu o morador.

De acordo com ele, mesmo quando havia terreno para vender no cemitério de Mata Grande, ainda assim a população carente sofria, pois o valor do metro quadrado era de R$ 75 e nem todo mundo podia comprar.

“Em outras cidades, geralmente se paga uma pequena taxa, um valor simbólico; em outras, as prefeituras não cobram valor nenhum. É que em um momento de tanta dor, e onde a família muitas vezes já gastou tanto, os prefeitos têm a sensibilidade de não cobrar valor algum das famílias enlutadas. Em Mata Grande, pelo contrário, o valor da terra do cemitério, exigido pela prefeitura, é um dos mais altos que existe. Ou seja, mesmo quando havia lugar para sepultar os falecidos, as pessoas pobres se viam em uma situação complicada”, denunciou.

A assessoria da prefeitura de Mata Grande informou para o Correio Notícia que desconhece que qualquer taxa seja cobrada no cemitério público da cidade e que todas as despesas são arcadas pelo poder municipal. A Secretaria de Obras e Urbanismo garante também que existe um plano para ampliar, ou até mesmo, a construção de um novo cemitério.

Vista da frente do Cemitério Municipal da Mata Grande/AL - foto do Correio da Notícia


 Filho de José Alves Bezerra e Antônia Vieira de Sandes

Túmulo do antigo cemitério sem identificação




Este é da minha bisavó Emília Malta de Alencar da sua filha Geny de Alencar Machado



Veríssimo Júlio Guimarães e Joana Barbosa Guimarães




Nalva Barbosa Guimarães filha do Veríssimo e da Joana


Geraldo de Mendonça (filho de Félix José Carneiro de Mendonça e Iria Francisca de Alencar Agra)  e Júlia de Campos Mendonça  ( Filha de Blandina Vieira Malta c.c Claudino Dias de Campos) 


Guiomar Mendonça filha do casal acima

Túmulos antigos






Engrácia Malta de Sá, segunda esposa de Isídio Malta de Sá, filha de Blandina Malta de Campos (eram primos)



 Filha da Engrácia.

Filho de Benedito Malta de Sá e Maria da Conceição Rodrigues Malta




João Vieira Damasceno e sua esposa Maria Francisca Agra de Alencar

Túmulo de um dos homens mais ricos da Mata Grande no séc XIX Coronel Pedro Vieira Jr - recebeu o Imperador Pedro II quando da sua viagem ao rio São Francisco, morreu em 1884.






















MUSEU DARRAS NOYA